(Camilo e os médicos)
«…Francisco Lourenço da Fonseca Júnior desgostoso com a criação
do Instituto Oftalmológico de Lisboa, abandonou o nosso país e
percorreu o Brasil, onde fundou com o Dr. Moura Brasil a Revista
Brasileira de Oftalmologia»
No Brasil publica em 1893 «De alguns specimens da flora brazileira
que no Brazil tem aplicação no tratamento das enfermidades dos
olhos, Parahyba.”
Na literatura foram várias as publicações: No Douro e Tejo, Goivos
d’Aldeia, e Azul e Negro; Romances: Na rede, Lendas do Universo,
Entre Saudade e Un printemps; prosas e versos;1818, Memorias de
meu pae; N’um vôo de andorinha, narrativas de viagem; Sangue,
poema; Excerptos da carteira de um viajante. Inéditos: De pólo
a pólo, narrativas de viagem; Últimos cantares, poesias; Annita,
poemas 3ª edição; Sangue, poesia, 3ª edição, e No Amazonas,
folhetins de viagem (O Século 8 de Outubro de 1893).
Em 1894 o Instituto transfere-se para o Palácio dos Condes de
Penamacor na Travessa Larga nº2.
Já em épocas remotas houve médicos militares
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que com distinção
cultivaram a oftalmologia. Entre outros, o Dr. J. Santana que em
1793 publicou «Elementos de Cirurgia ocular», o Dr. José António
Marques e o Dr. C. Moniz Tavares que tinha o apoio do Dr.
Lourenço da Fonseca.
O Dr. Mário Moutinho nasceu a 28 de Maio de 1877, fez o seu
curso na Escola Médico Cirúrgica de Lisboa. Defendeu tese em
1902 com «Corpos estranhos em oftalmologia». Desde muito cedo
interessou-se pela oftalmologia tendo como mestres Dr. Higino de
Sousa e Lourenço da Fonseca. Frequentou o Curso do Prof. Gama
Pinto. Por concurso ingressou no Quadro Permanente dos Médicos
do Exército.
Em 1905 organizou um pequeno serviço de oftalmologia no
Hospital da Estrela. A 3 de Março de 1909 na O. E. nº3, Iª série,
de 3 de Março de 1909 «criando oficialmente o Gabinete de
Oftalmologia do Hospital Militar da Estrela e nomeando para o
dirigir o tenente-médico Mário Moutinho». (Fig. 10)
Em 1917 fez parte do Corpo Expedicionário Português em França,
durante a Grande Guerra, onde desempenhou o cargo de Chefe dos
Serviços de Oftalmologia, retomando em 1918 o lugar de Director
da Clínica Oftalmológica do Hospital Militar Principal de Lisboa
que exerceu, data em que passou a subdirector e depois a Director
do mesmo Hospital.
Forçado por essa ascensão a abandonar a Clínica Oftalmológica
Oftalmologistas
Portugueses
pelo Mundo
30.31